Faz quase vinte anos que eu construo marca para os outros. Cinema, banco, bens de consumo. Eu sei exatamente o que faz alguém sentir que uma marca é dele. E durante esse tempo todo, a coisa que mais era minha não tinha marca nenhuma que falasse com ela.

Eu entrava na quadra com a camiseta da marca da raquete. Saía e ia tomar café com ela. E ela não dizia nada sobre mim. Dizia que eu comprei uma raquete. As marcas grandes vestem o cara de Wimbledon. Ninguém vestia o cara do saibro de [bairro/clube/Condomínio], que joga com a mesma turma, perde a mesma bola cruzada e depois discute o jogo na cerveja por mais tempo do que durou a partida.

Um dia específico, na arquibancada de um torneio, olhando em volta,  eu percebi que o tênis aqui é outra coisa. É pai na arquibancada, é gente que começou ano passado pelo app, é a dupla de domingo de vinte anos. O Brasil sediou mais torneios internacionais em 2025 que qualquer país do mundo. A cultura existe. Ela só não tinha roupa.

A Courtline nasceu para isso. Não é roupa de performance, nem fantasia de clube inglês. É a roupa de quem é do tênis, dentro e fora da quadra. Quem joga, sabe.

 

 

Courtline
Racquet Sports & Culture.